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segunda-feira, 3 de julho de 2017

[RESENHA] Críton - Platão

"Críton (ou Do dever) é um diálogo entre Sócrates e seu amigo rico Críton em matéria de justiça, injustiça, e a resposta apropriada a injustiça. Sócrates acha que a injustiça não pode ser respondida com a injustiça e se recusa a oferta de Críton de financiar sua fuga da prisão. Este diálogo contém uma declaração antiga da teoria do contrato social do governo."






Esse livro, que já se encontra em Domínio Público, se trata de um diálogo de Sócrates com Críton (ou Critão), seu amigo.
Se passa quando Sócrates já havia sido condenado e estava preso, esperando o dia de sua sentença de morte. 

Pois bem... 
Sócrates, já com 70 anos, havia sido condenado por corromper os jovens a desacreditar dos Deuses, bem como induzi-los a buscar respostas para seus questionamentos. Ou seja, Sócrates ensinava os jovens da época de Atenas a pensar, e não a serem apenas marionetes nas mãos dos superiores.

Críton aparece na cadeia para informar Sócrates que o dia de sua morte estava chegando e, desesperado, lhe propõe uma fuga, totalmente paga por seus amigos ricos. 
A partir de então, começa uma discussão acerca da justiça e injustiça, da moral, etc. 

Alguns trechos importantes do diálogo deixarei ao final dessa resenha.

Há uma discussão sobre a opinião popular. Críton está preocupado sobre o que a população dirá sobre ele caso o mesmo deixe Sócrates morrer. Já Sócrates entende que a opinião popular pouco importa, o que importa mesmo é a opinião de quem entende do assunto... nesse caso os juízes. A metáfora utilizada é sobre os ginastas... quem os mesmos ouvirão sobre o assunto? A população que nada entende ou um médico? 

Além disso, discutem sobre a moral de se quebrar as leis para seu benefício próprio. 

Resumindo, Sócrates prefere morrer na cadeia como um homem correto, que segue a moral, a viver foragido em uma outra cidade. É de se pensar muito sobre o assunto!

Trechos importantes:

"Sócrates: Ainda que tenhamos de experimentar momentos quer ainda mais dolorosos, quer mais suaves, o procedimento injusto, em qualquer hipóteses, não é sempre, para quem o tem, um mal e uma vergonha? Afirmamos isso ou não?
Critão: Afirmamos.
Sócrates: Logo, jamais se deve proceder contra a justiça.
Critão: Jamais, por certo.
Sócrates: Nem mesmo retribuir a injustiça com a injustiça, como pensa a multidão, pois o procedimento injusto é sempre inadmissível.
Critão: Parece que não.
Sócrates: E daí? Devemos praticar maldades ou não, Critão?
Critão: Não devemos, sem dúvida, Sócrates.
Sócrates: Adiante. Retribuir o mal que nos fazem é justo, como diz a multidão, ou injusto?
Critão: Absolutamente injusto.
Sócrates: Sim, porque entre fazer mal a uma pessoa e cometer uma injustiça, não há diferença nenhuma.
Critão: Dizes a verdade.
Sócrates: Em suma, não devemos retribuir a injustiça, nem fazer mal a pessoa alguma, seja qual for o mal que ela nos cause."

O livro (que na verdade é um trecho de apenas 15 páginas), pode ser encontrado para download AQUI


quinta-feira, 29 de junho de 2017

[RESENHA RÁPIDA] Nada - Janne Teller

"“Nada importa.” “Você começa a morrer no instante em que nasce.” Pierre Anthon está no sétimo ano e tem a certeza de que nada na vida tem importância. Por isso, ele decide abandonar a sala de aula e passar os dias nos galhos de uma ameixeira, tentando convencer seus companheiros de classe a pensar do mesmo modo. Agora, diante da recusa do menino de descer da árvore, seus colegas farão uma pilha de objetos que significam muito para cada um deles, e com isso esperam persuadi-lo de que está errado. A pilha começa com uma coleção de livros, uma vara de pescar, um hamster de estimação... Contudo, com o passar do tempo, os participantes se desafiam a abrir mão de coisas ainda mais especiais. A pilha de significados logo se transforma em algo macabro e doentio, que coloca em xeque a fé e a inocência da juventude. Após grande aclamação da crítica e inúmeros prêmios, Nada é considerado um clássico moderno, tendo vendido cerca de 240 mil exemplares na Alemanha e com direitos de tradução para 22 países. Printz Honor de 2011."



ISBN-13: 9788501096685
ISBN-10: 8501096687
Ano: 2013 / Páginas: 128
Idioma: português 
Editora: Record



Livro para ser lido em uma sentada. Uma centena de páginas. É um livro polêmico na internet e nas redes sociais. Uns amam, outros odeiam.

Primeiramente preciso dizer: esqueçam essa capa. Deletem! Não tem nada a ver com o livro. Não há romance. Não há final feliz. 

O livro trata de crianças tentando provar para uma outra criança que a vida tem significado. Só que, para isso, elas recorrem a coisas loucas, macabras, inimagináveis. 

Pierre se acha o filósofo de sua geração, quando descobre que a vida não faz sentido. Se vamos mesmo morrer, porque estudar, trabalhar, se sacrificar, fazer o que não queremos, já que o final sempre será o mesmo? 

Então, Pierre decide que não vai mais à escola, e passa seus dias sentado em uma amoreira, aproveitando sua vida dessa maneira.

Porém, os colegas de sala de Pierre não estão felizes com essa situação, e não querem pensar dessa maneira. Sendo assim, decidem que vão fazer uma junção das coisas que mais tem importância em suas vidas e dá-las à Pierre, para que ele veja que a vida tem importância, que há coisas maravilhosas que gostamos e que temos que aproveitá-las.

Até ai, ok!

A ideia é a seguinte: uma das crianças começa, e escolhe a próxima e o que a próxima criança tem que dar na pilha. Pois é! Não se trata de escolha própria.

Essa pilha começa com um par de sapatos preferido de uma das meninas, por exemplo... Mas as coisas não continuam a ser tão simples assim RS Esse amontoado de coisas vai ficando louco e macabro e o final? Ah, o final você tem que ler pra saber.

É louco sim! Mas achei que valeu a pena. No fim... a vida tem significado?

Skoob.
✩✩✩ - Bom.

[RESENHA] Ninfeias Negras - Michel Bussi

"Giverny é uma cidadezinha mundialmente conhecida, que atrai multidões de turistas todos os anos. Afinal, Claude Monet, um dos maiores nomes do Impressionismo, a imortalizou em seus quadros, com seus jardins, a ponte japonesa e as ninfeias no laguinho. É nesse cenário que um respeitado médico é encontrado morto, e os investigadores encarregados do crime se veem enredados numa trama em que nada é o que parece à primeira vista. Como numa tela impressionista, as pinceladas da narrativa se confundem para, enfim, darem forma a uma história envolvente de morte e mistério em que cada personagem é um enigma à parte - principalmente as protagonistas. Três mulheres intensas, ligadas pelo mistério. Uma menina prodígio de 11 anos que sonha ser uma grande pintora. A professora da única escola local, que deseja uma paixão verdadeira e vida nova, mas está presa num casamento sem amor. E, no centro de tudo, uma senhora idosa que observa o mundo do alto de sua janela."



ISBN-13: 9788580416329
ISBN-10: 8580416329
Ano: 2017 / Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Arqueiro

Ninfeias me foi indicado por um senhor que por vezes encontro na Biblioteca Municipal de minha cidade. Ele gosta de suspenses, assim como eu. Disse que o livro era excelente.
Então parti para a leitura e confesso que fiquei ansiosa desde o início, pois as primeiras páginas logo nos traz uma promessa de mistério.



Logo após esse trecho, ela informa que apenas uma delas poderia sobreviver. Chocante, né? 

Então a história começa a se desenrolar. 

Um homem é encontrado morto no lago do local, esfaqueado e com a cabeça submersa. Dois agentes, Serenac e Benavides são encarregados do caso e começam a pesquisar. Um bilhete é encontrado no bolso do cadáver: "Onze Anos. Feliz Aniversário. O crime de sonhar eu consinto que seja instaurado". 

Então, recebem na delegacia várias fotos do morto com suas "amantes". Com essas pistas em mãos, eles pensam que o assassinato pode partir de três motivos: um crime passional, algo relacionado com uma criança de 11 anos (um possível filho ilegítimo?), ou algo relacionado à arte, já que Morval (o cadáver) era louco por obras de arte e as colecionava.

A partir de então várias coisas acontecem, inclusive um envolvimento do agente com a mulher de um dos principais suspeitos, etc. 

A escrita é simples, os capítulos são curtos... o que nos dá a ânsia de ler "só mais um" rs.

Grande parte do livro é narrada em terceira pessoa, sendo que apenas alguns capítulos são narrados por uma senhora de 80 anos, que claramente tem alguma coisa a ver com esse assassinato. 

O livro realmente é muito bom, o final é bem surpreendente.

Como leio muitos suspenses, acabo já prevendo as coisas e qualquer final passa a ser simples demais pra mim (um saco!). Mas com Ninfeias foi diferente... Nunca li um final assim. Muito bom mesmo!

Outro ponto que gostei bastante é que acabamos aprendendo sobre arte, Giverny, Monet... bem interessante!

Porém, não dei 5 estrelas porque achei que o livro poderia ser mais ágil. Por vezes, me senti sendo enrolada pelo escritor. Mas ainda assim, o final valeu a pena!

Mais uma coisa boa do livro é que o mistério não é solucionado apenas na última página, como acontece na maioria dos romances policiais/thrillers, mas vai se desenrolando aos poucos, para que possamos entender realmente o que está acontecendo. 

Enfim, gostei bastante e recomendo a leitura!

✩✩✩✩ - Muito Bom

quarta-feira, 28 de junho de 2017

[RESENHA] Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento - Flavio Quintela e Bene Barbosa



"Depois do sucesso de Mentiram (e muito) para mim, Flavio Quintela faz uma parceria de peso com Bene Barbosa para compor esta excepcional obra, que deixa as mentiras sobre o desarmamento de civis nuas no meio da sala. Aos que já conhecem o assunto, o livro oferece ótimas referências e informações precisas aos que não têm opinião formada, ou àqueles cujo conhecimento é restrito à mídia e às campanhas do governo, o livro é um ponto de inflexão, um divisor de águas, com sua clareza e assertividade."




ISBN-13: 9788567394596 

ISBN-10: 8567394597

Ano: 2015 / Páginas: 176

Idioma: português 
Editora: Vide Editorial


Já inicio essa resenha dizendo... Cinco estrelas é pouco para esse livro.
Em um país como o nosso, dificilmente vemos obras como essa sendo divulgadas. Basta ver a quantidade de pessoas que leram ou "querem ler" tal livro, diferentemente de qualquer outro livro de política esquerdista. 
Eu fiquei sabendo sobre o livro assistindo o canal do Youtube que acompanho e fiquei feliz em encontrar opiniões políticas diferentes das que venho ouvindo sempre.
Sem dar apoio a qualquer dos lados, decidi ler e entender sobre o assunto.
Para quem acha que sempre fui contra o desarmamento... Não!  Eu sempre tive medo de armas, não gostava que falassem disso perto de mim, etc. 
Porém, decidi que precisava entender sobre o assunto antes de sair julgando, antes de ter qualquer preconceito. 
Pois bem.
Gostaria de informar que esse livro é extremamente fácil de ser lido, li em apenas 1 dia, em fila de banco rs Mas acho interessante, se você puder (e quiser, claro), ler com um marca texto, ou com post-its ao lado, para ir anotando coisas que você achar interessante. Porque não se trata de um livro de entretenimento apenas, mas de aprendizado. 
A linguagem é simples e de fácil compreensão e todos os fatos informados são fundamentados, ou seja, CHEGA DE ACHISMOS! Vamos entender melhor porque o governo quer que sejamos seres desarmados? 
Vale muito a pena, mesmo que você seja a favor do desarmamento. Acho sempre muito válido sabermos os dois lados da história para depois julgarmos e encontrarmos a nossa posição.


Se você é contra o desarmamento, ótimo (pra mim rs). Se você é a favor, tudo bem também... mas antes de ser contra ou à favor, vamos estudar sobre? Um diazinho na sua vida não vai te fazer perder tempo... 



Eu faço à você um pedido... leia apenas o primeiro capítulo. Se achar interessante, continue. Tenho quase certeza que nessa pegada lerá o livro todo. 


Boa leitura!!! 

Vou colocar pra vocês o Sumário do livro para que possam ver do que se trata:

"Capítulo I - Mentira: o governo quer desarmar as pessoas porque se preocupa com elas
Capítulo II - Mentira: as armas matam
Capítulo III - Mentira: países desarmados são mais seguros
Capítulo IV - Mentira: as armas dos criminosos vêm das mãos dos cidadãos de bem
Capítulo V - Mentira: as armas são produzidas apenas para matar
Capítulo VI - Mentira: armas causam muitos acidentes caseiros e matam crianças
Capítulo VII - Mentira: as armas precisam ser controladas para facilitar a solução de crimes
Capítulo VIII - Mentira: o desarmamento tem diminuído a criminalidade no Brasil
Capítulo IX - Mentira: qualquer cidadão de bem pode comprar e possuir armas no Brasil
Capítulo X - Resumindo as verdades
Apêndice 1 - PNDH: um plano ditatorial travestido de justiça
Apêndice 2 - Estatuto do Desarmamento versus Referendo de 2005"

Skoob.
✩✩✩✩✩ - Ótimo 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

[RESENHA] A Rosa da Meia-Noite - Lucinda Riley


"Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. Uma paixão para a vida toda. Uma procura sem fim. No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall. Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, a fim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury."







ISBN-13: 9788581634210
ISBN-10: 8581634214
Ano: 2014 / Páginas: 574
Idioma: português 
Editora: Novo Conceito










Para reativar o blog, decidi trazer pra vocês um amorzinho de livro. Depois de ler boa parte de "Os Miseráveis - Victor Hugo", fiquei por um bom tempo sem ler nada, estudando muito. Agora, com o fim da faculdade, finalmente voltei à minha rotina literária normal.

Após iniciar diversos livros e não conseguir finalizar nenhum, encontrei A Rosa da Meia Noite em minha estante, uma compra de minha mãe. Comecei a lê-lo sem expectativas, achando sinceramente que seria mais um livro abandonado. Acontece que fui cativada pela história, pelo enredo, pelo modo de escrita de Lucinda. 

Fiquei sabendo que este livro foi recomendado pela Ana Maria Braga em seu programa Mais Você. Realmente, vale a pena a leitura!

A Lucinda é escritora de romances, mas o que mais me encantou em sua história é que, além disso, temos uma história de "suspense". Não um thriller, algo mais light... Mas ainda assim, suspense. AMO suspenses e AMO romances e a mistura dos dois me deixou de boca aberta. Foi meu primeiro contato com a autora e virei fã! 

Hello, menina, para de enrolar!

Iniciamos nossa história com Anahita Chavan, uma senhora com apenas 100 anos que possui poderes "especiais" rs Calma, não há nada de sobrenatural nessa história. Ao invés de poderes, vamos chamar de sexto-sentido. Ela consegue saber quando alguém próximo está prestes a morrer e, melhor, sente quando essa pessoa morre. Foi assim com toda a sua família, menos com seu filho, o qual ela teve que deixar para trás ainda criança e, logo depois, recebeu um atestado de óbito deste. Ah, mas Anahita não sentiu nada, e é por esse motivo que ela crê que seu filho ainda está vivo e pede para que seu bisneto, Ari Malik vá atrás da verdade. Com isso, ela entrega à ele uma extensa carta revelando seu passado, para que possa guiá-lo nessa aventura. 
À partir de então, viajamos com Ari para a Inglaterra, em busca de seu tio-avô perdido. 
Quando chega à mansão descrita na carta, Astbury Hall, encontra um set de filmagens armado e fica sabendo que ali está sendo gravado um filme, tendo como atriz principal Rebeca. 

Rebeca é uma atriz conhecida. Ela está muito feliz por se encontrar em Astbury, sem meios de contato, já que tenta fugir de seu namorado/noivo problemático. Terminar é uma opção difícil, já que no dia anterior à sua ida o mesmo a pediu em casamento e, antes de sua resposta, a notícia estava em todos os jornais. E agora? 
Ela conhece o Lorde Anthony Astbury e se encanta com sua personalidade. Porém, a cada dia que passa nessa casa, percebe que coisas estranhas vêm acontecendo e isso está realmente a deixando apavorada...

Este livro é narrado em dois tempos. Em alguns capítulos acompanhamos as aventuras de Ari e Rebeca na Inglaterra, atualmente.
Em outros, vivenciamos a história de Anahita, na Índia de 1911 e... que história fascinante! Com isso, conhecemos a Índia, seus costumes e sua beleza. A descrição é rica em detalhes. Para os leitores que gostam de conhecer culturas diferentes, está aí uma oportunidade! Passamos a compreender a história linda e dolorosa de Anahita, desde sua infância até a fase adulta e vamos preenchendo as lacunas dessa sua suspeita.

Queria falar mais, poderia ficar muito tempo aqui escrevendo sobre esse livro mas não quero dar nenhum tipo de spoiler. Cada descoberta é boa demais! Não perca mais tempo, vai lá ler!!! rs


✩✩✩✩✩ - Ótimo 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

[RESENHA] Uma Longa Queda - Nick Hornby

"Quatro personagens sem nada em comum, a não ser a vontade de botar um ponto-final em suas vidas, se encontram no alto de um prédio em Londres, na noite de Ano-Novo. Tomados pelo impulso solidário de não permitir que os outros se atirem, os dois homens e as duas mulheres acabam adiando a decisão de morrer e formam um peculiar grupo de apoio à vida. Mas o pacto de sobrevivência é descoberto pela imprensa local, que se regozija com a história pouco convincente de que naquela noite o apresentador de tevê Martin Sharp e seus amigos receberam a visita de um anjo que lhes convenceu a não pular. O que o público não sabe é que a história fantasiosa foi inventada como parte dos planos de sobrevivência criados pelos quatro, que, imbuídos da tarefa de se manterem vivos até pelo menos o Dia dos Namorados — outra data bastante requisitada para suicídios —, têm como objetivo apenas tornar a vida mais divertida até o próximo compromisso. Utilizando os recursos narrativos que consagraram seus livros anteriores, Nick Hornby emprega em Uma longa queda o humor autodepreciativo e as referências à cultura pop, mas prepara uma surpresa para os leitores ao tratar de temas tão polêmicos como o suicídio, a pedofilia, o abandono afetivo da família e a incapacidade mental. Tidos como especialidades da ciência ou material para a literatura de autoajuda, os abismos psíquicos e sociais surgem no livro em sua forma mais evidente e humanizada, como histórias vividas por pessoas comuns — e que por isso mesmo não escapam de um certo ridículo da experiência do dia a dia."



Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535924183
Ano: 2014
Páginas: 336
Tradutor: Christian Schwartz








O romance mais famoso de Nick é Alta Fidelidade, que está na minha estante há um bom tempo. Acontece que comprei Uma Longa Queda por acaso e, conforme o "The Sunday Times" este é o melhor romance do autor até agora. Então, pensei, vamos começar pelo melhor, porque não?
E não é que fui completamente surpreendida? Uma comédia cheia de humor negro, afinal, o que uma história de suicídios poderia ter de engraçado, né?
O livro conta a história de 4 pessoas, que por motivos próprios foram parar no alto do mesmo prédio a fim de saltarem e dar fim à suas vidas. O que nenhuma dessas pessoas contavam era com o comparecimento das outras. Aí você pergunta: ah tá! pelo acaso, assim, 4 pessoas se encontram na mesma hora, no mesmo lugar e com a mesma finalidade?
É isso mesmo! Acontece que é uma noite de ano novo e esse é um prédio abandonado de Londres, famoso exatamente por ser a escolha de vários suicidas. Essas 4 pessoas, então, se encontram e uma reviravolta acontece. Um vai impedindo o outro e esse circulo vicioso se forma. Os quatro personagens são: Martin, um apresentador de tv que, por acaso, saiu com uma garota de 15 anos imaginando que a mesma já tinha 18 e, por conta disso, foi condenado à pedofilia. Também perdeu a esposa e as filhas e é considerado o maior babaca da tv; Jess, uma adolescente que acabou de perder o amor de sua vida. Uma menina completamente descontrolada que fala tudo o que vem na sua cabeça sem pensar nas consequências; JJ, um moto-boy e roqueiro frustrado, uma vez que viu que sua banda não ia pra frente e, por fim, Maureen, mãe de um adolescente em estado vegetativo, que nem sabe se o garoto alguma vez na vida conseguiu entender uma palavra do que ela disse.
Cada uma dessas pessoas acredita que seu motivo é mais importante que o das outra. Cada um olha simplesmente para seu próprio umbigo e que se dane o resto! Acontece que Jess é muito nova para morrer e seu motivo é muito fútil, o que leva a trupe em busca de Chas, o amado da garota, para convencê-lo a reatar o namoro. Nessa saída, decidem fazer um pacto: nenhum deles poderá se matar até o dia dos namorados, onde se encontrarão de novo e, só então, estarão livres para seguir com sua vida - ou sua morte.
A partir daí, vemos muitas verdades jogadas na nossa cara, muitos problemas maiores do que o que temos na vida e, ao mesmo tempo, passamos a entender que não é porque o problema do outro é menor que o seu que não é um PROBLEMA. Passamos a entender melhor a vida de muitas pessoas e muitas vezes a vida que não vemos, que não conhecemos, que não está exposta. Você já pensou que poderia estar conversando sobre os problemas de seu filho adolescente com uma mãe que tem um filho adolescente em estado vegetativo? Não, né? Pelo menos o seu filho tem uma vida e tem problemas comuns de adolescentes. Sabe? Esse tipo de coisa é abordada a todo momento no livro e muitas, muitas vezes me peguei rindo de coisas que não tinham graça nenhuma. E é aí que paramos pra pensar.

Hornby faz isso com os leitores, cria piadas onde não há graça. Nos faz sentir remorço ao rir de determinadas situações. Um livro que permanecerá por muito tempo em minha memória, piadas que com certeza não esquecerei. Só não ganhou cinco estrelas porque o final ficou um pouquinho a desejar, NO MEU PONTO DE VISTA. 

Skoob.
✩✩✩✩ - Muito Bom

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[RESENHA] Um Amor de Detetive - Sarah Manson

"Neste divertido romance de estréia de Sarah Mason, Um amor de detetive, os opostos se encontram e - como não poderia deixar de ser -, também se atraem. A bela Holly Colshannon é uma ambiciosa e desastrada jornalista da Bristol Gazette. James Sabine (apenas um pouco mais bonito que ela), é um sargento-detetive durão, grosseiro e ressentido. Levados pelo acaso , eles se encontram diversas vezes por conta de uma série de conicidências bastante oportunas. Rapidamente, a determinada Holly vê em James a grande chance de progredir em sua carreira e decide segui-lo por um período de seis semanas a fim de escrever uma coluna crimina, que poderá vir a ser o seu primeiro sucesso jornalístico. O lado positivo da situação é que ela consegue obter a tão sonhada coluna O lado negativo é que o bonitão não está nem um pouco feliz com a presença constante de Holly em sua vida."




Edição: 1
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 852861073X
Ano: 2004
Páginas: 336










Um amor de detetive é um livro já bem famosinho por seu conteúdo hilário. Estava de ressaca literária, como já comentei com vocês aqui no blog e quando me veio a vontade de ler, senti a necessidade de um livro engraçado, que me fizesse dar altas risadas. Na verdade, procurava algo no estilo da Saga Becky Bloom. Mas já sabia que não encontraria nada tão bom quanto. Então decidi ler Um Amor de Detetive.
E sim, se trata de um livro engraçado, mas não tão engraçado como Becky Bloom. Holly é uma personagem muito louca, destrambelhada e sem noção que trabalha em um jornal comum e precisa ganhar seu espaço dentro do trabalho. Então, consegue um trabalho temporário na delegacia, onde ficará na cola do detetive James, um cara durão e mau-humorado. James já deixa claro à Holly que não gosta de sua companhia, que gosta de trabalhar sozinho e que se irrita com a voz dela. Ok, né? Mas Holly insiste, afinal, é sua única chance. Ela está crente de que todo mau-humor é porque James é um cara mal-amado. Só que essa teoria cai por água abaixo quando ela conhece sua noiva! Uma mulher elegante, fina, linda, cara de modelo de capa da Vogue. E o relacionamento com essa mulher, como vai ser?
Ao longo da história vamos rindo com as coisas malucas que Holly faz e muitas vezes me coloquei no lugar de James, e fiquei com um pouquinho de dó. Não e fácil aguentá-la não! rs Dentro da delegacia Holly faz muitos amigos e, qual deles será seu amor de detetive?
Comédia romântica docinha, alegrinha, um bom passatempo! Nada que vá nos fazer lembrar por toda a vida, mas a finalidade desses livros é nos fazer esquecer, não é mesmo?
Logo em seguida, fui ler Alta Fidelidade, a "continuação" de Um Amor De Detetive. Não é bem uma continuação pois se a personagem principal passa a ser a irmã de Holly. Claro que, como a história se passa depois, ficamos sabendo o que aconteceu com ela e tal, mas o foco é totalmente diferente e, confesso, amei esse livro. Gostei muito mais que Um Amor de Detetive. Mas minhas opiniões sobre ele ficam para outra resenha :) 

✩✩✩✩ - Muito Bom.



terça-feira, 18 de novembro de 2014

[RESENHA] A Pílula do Amor - Drica Pinotti

"Esta poderia ser mais uma daquelas histórias em que a protagonista está na faixa dos 30 anos, é bonita, descolada, tem um emprego legal, uma mãe meio rebelde e sonha com um grande amor que de preferência não dê muitos palpites em sua vida. Poderia, se Amanda não contasse com um ingrediente a mais: ela é totalmente, absolutamente, hipocondríaca. Não passa uma semana sem se presentear com uma consulta ao novo especialista da cidade, seja lá qual for a especialidade."







ISBN: 9788579270871

Ano: 2010  Páginas: 280

Editora: Prumo












Amanda é uma hipocondríaca e, pra quem não sabe o que é isso, ela é viciada em doenças. Até aí eu já sabia, tudo bem. Acontece que eu nunca parei para pensar como era a vida de uma pessoa hipocondríaca. Nunca imaginei com que intensidade isso poderia ocorrer e como realmente funcionava. Até que encontrei esse livro. 

Aí vocês estão pensando: como essa história pode se tornar uma comédia romântica?

E é isso o que Drica consegue fazer. Sim, a historia de uma hipocondríaca e viciada em remédios é hilária. Ela soube abordar o tema com humor, sem desrespeitá-lo. Há quem diga que você passa a odiar a Amanda por toda a frescura dela. Vi uma resenha em que a autora do blog comentava sobre ela ser mesquinha e querer tudo do jeito dela. Essa e uma característica da personagem. Nem todos os personagens tem que ser legais e agradar todo mundo, né?

O que me irritava sim um pouco em Amanda era que ela estava sempre em busca de um homem perfeito, sendo que ela mesma tinha diversos problemas, sendo a hipocondria o maior deles. Hm, Amanda... melhor pensar melhor antes de rejeitar alguém... 

Além de toda a narrativa sobre Amanda, a autora nos revela também como essa doença acaba interferindo na vida pessoal da personagem com sua família e, inclusive, a causa da hipocondria. 
O livro nos revela uma história perturbadora e ao mesmo tempo romântica dessa advogada que, cada vez mais, está metida em encrencas. Super rápido de ser lido e uma comédia romântica engraçada(inha), é um bom passatempo!
✩✩✩ - Bom

sábado, 27 de setembro de 2014

[RESENHA] Sete Dias Sem Fim - Jonathan Tropper

"Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não."






Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411553
Ano: 2013
Páginas: 304
Tradutor: Regina Lyra










Judd Foxman acaba de saber que sua mulher o trai com seu chefe e, por conta disso, vira um solteiro desempregado. Como se não bastasse, seu pai morre. Pra tudo ficar ainda pior, a família dele é obrigada a cumprir o shivá (sete dias reunidos) e isso quer dizer que todos tem que conviver! Isso pode parecer simples para algumas pessoas mas para Judd (e sua família) isso é quase impossível! Judd tem dois irmãos (um mais velho, um mais novo) e uma irmã mais velha. Quando crianças, eram unidos. Depois de crescidos, se afastaram totalmente e nem sequer conseguem construir um diálogo. 
O convívio os obriga a conversarem e se aturarem, mas isso acaba fazendo com que Judd reencontre o conforto. Afinal, ele não tem mais outra família. Incrível ver como essa obrigação os torna novamente a família de antes, com seus defeitos e diferenças. 

A relação de Judd com sua ex-mulher é um ponto importante do livro, pois ele está dividido entre tentar perdoá-la ou odiá-la e fazer da vida dela um inferno. Ao longo da história vamos presenciando as suas mudanças de pensamento, a mudança de rotina... Muito interessante. 

O livro aborda realidades diferentes. O irmão mais novo de Judd é um solteirão e galinha convicto, e sua realidade é muito diferente da realidade de sua irmã, que é casada, tem filhos, e um marido que só liga para o trabalho. Essa diferença é muito legal de ser analisada, pois todos foram criados igualmente mas cada um tem um gênio, uma vida totalmente distinta da dos irmãos.

O que me decepcionou um pouco (pra variar) foi o final. Esperei muito por nada. Final meio aberto, meio sem fim. Parece que Tropper cansou de escrever e colocou um ponto final na história. Sei lá, foi a minha impressão. Não gosto desses livros que deixam pra imaginação do leitor, pois se eu tivesse uma imaginação fértil escreveria meu próprio romance rsrs. 


✩✩✩✩ - Muito Bom

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

[RESENHA] As Quatro Cartas de Camila - Lano Andrado

"Camila (2001), em seu quarto, escreve quatro cartas. Depois de enviá-las, ao final da música O Mundo É um Moinho, puxa uma arma da gaveta e se mata. A notícia se espalha pelo bairro e chegar até Heitor, seu amor na adolescência e hoje casado com Lia, melhor amiga de ambos na época. No enterro de Camila, Heitor volta em pensamento a 1991, ao exato momento em que a conhecera na casa de Lia. Em meio à bagunça dos anos 90, uma linda história de amor parecia caminhar em direção a um final feliz, mas, de forma inexplicável, Camila casa-se com Rubem, principal desafeto de Heitor, surpreendendo a todos e um ano depois Heitor casa-se com Lia. Camila muda-se com o marido para S. Catarina e só retorna dez anos depois para efetuar o ato descrito no primeiro capítulo. De volta a 2001, Heitor deixa o cemitério e tenta retomar a velha rotina ao lado da esposa, porém quando o fantasma do passado começava a adormecer mais uma vez na vida do casal, uma carta chega revelando fatos surpreendentes. Heitor toma conhecimento de que é pai de Ingrid, filha de Camila. O casamento de Heitor entra em crise quando começa a ficar evidente a sua vontade de lutar pela guarda da menina. Ele então decide viajar até S. Catarina para conhecer Ingrid mesmo a contragosto da esposa. Agora, trancado em seu carro, em frente ao portão de sua casa, vendo Lia na janela com os olhos de adeus, Heitor vacilava se deveria trocar o certo pelo duvidoso. É nesse clima que seu pensamento ganha asas novamente e voa até 1991, desta vez até uma festa na casa de Lia, onde presentes também estavam Camila e Rubem, então namorados. Entre amigos, bebidas e músicas, Heitor chega ao quarto de Lia, onde por acaso encontra Camila. Após alguns minutos de conversa a vontade subjuga a razão e eles transam ali mesmo. No dia seguinte Camila parte com Rubem para S. Catarina e o pensamento de Heitor volta para o carro onde estava (2001). Heitor liga o rádio e parte com o carro, ao som de C’est La Vie (Emerson, Lake e Palmer), em busca de respostas que mudariam definitivamente sua vida. E era só a primeira carta."









Edição: 2
Editora: Clube dos Autores
ISBN: 0
Ano: 2012
Páginas: 207









As Quatro Cartas de Camila foi uma surpresa! Passei a conhecer o livro quando entrei no site Clube de Autores e li sua sinopse. Me senti muito atraída pelo conteúdo. Assim que tive o livro em mãos, comecei a devorá-lo... 

No início, uma narrativa séria, logo que ficamos sabendo do suicídio de Camila. Logo depois, a história volta no tempo e vai para 1991, quando os personagens já conhecidos por nós no início do livro são adolescentes. O que achei muito interessante foi a mudança da narrativa. Quando estamos na década de 90, onde todos são adolescentes, a narrativa é leve, cheia de gírias... parece que estamos lendo um YA. Porém, quando a narrativa volta para 2001, ano em que todos se encontram vivenciando a fase adulta e a tragédia, temos uma história séria, seca. 
Alguns mistérios são jogados pelo autor e o maior deles é o relacionamento entre Heitor e Camila (e Lia, coitada...). O que esse casal está passando não é nada fácil.

Outro ponto muito interessante é que o autor conversa com o leitor. Em vários momentos me imaginei ouvindo o autor contar a história pra mim, pelo modo como redigiu o livro.

Os personagens criado por Lano nos trazem sentimentos: amei alguns, odiei outros. Em alguns momentos mudei de opinião sobre alguns deles... Já o final da história fica a critério de vocês :) Espero que gostem e que curtam esse novo autor e espero também que ele faça muito sucesso com As Quatro Cartas de Camila!

✩✩✩✩ - Muito Bom

P.S.: Para saber mais sobre o autor entre em www.lanoandradoescritor.blogspot.com.br :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

[RESENHA] Misery / Angústia - Stephen King

"Paul Sheldon, um famoso escritor, tem sua vida transformada em um pesadelo sem fim, quando em uma terrível nevasca perde a direção do carro e sofre um acidente horrível, quebrando uma perna, deslocando a bacia e esmagando o joelho. Mas o pior ainda estava por vir. Pois ele é ajudado por sua fã nº 1, que colocará em cárcere o pobre escritor, até que ele escreva um final feliz para Misery Chastain, sua personagem preferida."









Edição: 2

Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581052144
Ano: 2014
Páginas: 328
Tradutor: Elton Mesquita









Nunca tinha lido algo de Stephen King (ok, me matem!) e, apaixonada por suspense como sou, não resisti e passei um exemplar dele na frente dos que se encontram na minha lista de próximas leituras. Achei a história de Misery (ou Angústia) muito interessante e acabei que não conseguia largar o livro. Porém, quanto mais eu lia, mais problemas eu tinha... Não queria terminar o livro, sabia que sentiria falta dos personagens!
O livro conta a história de um escritor famoso que sofre um acidente e é socorrido por sua fã número 1, Annie. Acredito que Annie tenha resgatado Paul realmente para ajudá-lo e só mudou de ideia ao ler o último livro da série Misery, da qual ela era muito fã. Como não gostou do final do livro (Paul matou Misery) ela enlouquece e o mantém em cativeiro para que ele escreva uma continuação...
Acontece que Paul está em estado lastimável de saúde e sofre muito com os maus tratos de Annie.
Em uma de suas tentativas de fuga, Paul e descoberto e leva um grande castigo por conta disso.
Paul percebe também que Annie não bate bem do juízo e que nunca ninguém vem visitá-la. Ela, inclusive, acaba dizendo que foi absolvida de um crime, o que faz com que ele perceba que está, realmente, em perigo.

A escrita de King é repugnante em alguns momentos. Muito detalhista, faz com que nos sintamos dentro da história. Muitas vezes me senti como que assistindo a um filme de terror, do qual quero fechar os olhos e pular a cena, o que era impossível em se tratando de um livro. Foi esse tipo de escrita que me fascinou e me tornou uma fã de King. O próximo livro dele que lerei (acredito que O Iluminado) já entrou para minha lista de próximas leituras breves, pois me senti meio órfã do autor quando terminei o livro.

O que achei mais incrível ainda é que o livro inteiro se passa na casa de Annie, onde Paul está preso e, mesmo assim, não me senti, em nenhum momento, entediada.

Procurando sobre filmes no Filmow, vi que existe um filme baseado no livro, chamado Louca Obsessão, de 1990. A história já sei que é boa, o que resta ver é se foi bem dirigido... Outra coisa legal dos livros do King é que a maioria vira filme (eba!!!).

Preciso continuar dizendo o quanto amei?!



✩✩✩✩✩ - Ótimo

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[RESENHA] A Redoma de Vidro (The Bell Jar) - Sylvia Plath

"A redoma de vidro é um livro, embora não auto-biográfico, relata as experiências vividas por Plath em certas fases de sua vida. Com um pseudôminio de Esther Greenwood, Plath revela o tempo em que buscou com avidez o suicídio sem êxito e experiências de eletroconvulsoterapia que passou em hospitais psiquiátricos. Um mês após a publicação de The Bell Jar, A Redoma de Vidro, Plath comete suicídio."







Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 850105139X
Ano: 1999
Páginas: 268
Tradutor: Beatriz Horta






TENSO.





Um livro extraordinário! 
Sabe quando você começa a ler o livro já sabendo do que se trata e tomando todo o cuidado necessário para não se deixar envolver demais e... não deu. Simples assim.
Procurei esse livro por muito tempo, mas está totalmente esgotado em todos os lugares. Eis que, passeando pelas estantes da biblioteca municipal, me deparo com a joia rara! Devorei! 
No início do livro, pensei: "tudo o que me disseram é mentira! Como um livro tão jovem e alegre como esse pode ser o livro pesado que todos falam? 

Começo dizendo que o livro foi escrito na década de 60, mas a escrita é tão simples e fácil que parece um livro contemporâneo. Ele começa contando a história de Esther, uma aluna brilhante, que só tira notas excelentes, aprovada com bolsas nas melhores faculdades e que, no momento, está fazendo estágio em Nova Iorque, em uma revista famosa. Aí já começam as semelhanças: Sylvia também trabalhava em uma revista adolescente, a Seventeen, quando tinha mais ou menos a mesma idade de Esther, 19/20 anos. 
Ela e mais algumas garotas recebem de parceiros da revista onde trabalham maquiagens, roupas, etc. Têm também que comparecer aos desfiles, jantares de gala... Enfim, vida de puro luxo. Quem não estaria feliz com tal condição? Esther. 

No início, parece tudo muito simples... Ela não está feliz, prefere ficar no apartamento, etc. A transformação da personagem é tão sutil que não chegamos a perceber, exatamente, quando ela passa de uma garota comum para uma louca. Ela começa a perceber que não está realmente bem quando fica dias (eu digo: semanas) sem dormir. Não come. Não consegue se concentrar na leitura, na escrita... 
Até que ela vai ao psiquiatra e ele diz que ela deve ser internada. A partir de então, passamos a viver a realidade de Esther dentro do hospital psiquiátrico com suas novas companheiras. 
O que me chocou foi ver a diferença de mundos. Nova Iorque... Hospício! 
As amizades. Meninas populares e riquinhas... Loucas! 
Esse livro chega a incomodar o leitor. Queremos ajudar Esther, que tentou se matar várias vezes e que tem esse conflito enorme dentro de sua cabeça. Incomoda por vermos o que a mente é capaz de fazer com alguém. Pior, saber que um mês após a publicação desse livro, Sylvia Plath se suicidou. Ou seja, provavelmente o livro é tão real porque tudo aquilo ERA REAL! Ela conta todos os conflitos internos, seus pensamentos... 
Nessa segunda parte da história me lembrei muito de um livro que li ainda esse ano, "Garota, Interrompida". Parecia que estava relendo o romance... Então, pra quem gostou, fica a dica de mais um extraordinário romance sobre a loucura. 


 Skoob.
 ✩✩✩✩✩ - Ótimo

terça-feira, 26 de agosto de 2014

[RESENHA] Não Se Apega, Não - Isabela Freitas

"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado. Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico."









Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575330
Ano: 2014
Páginas: 256








Como descrever esse livro? Uma tentativa da autora de atingir todos à sua volta. Se conseguiu? Eu acho que não.
Como você faria para acabar com seu ex-namorado sem descer do salto? Escreveria um livro onde contasse todos os defeitos dele e, inclusive, como você acabou com ele quando ele implorou a volta do relacionamento.
Como você faria para acabar com suas amigas falsas e mostrar pra elas que elas não são nada pra você? Escreveria um livro onde contasse como foi insignificante a passagem dessas pessoas pela sua vida e como, na verdade, você agradece por não mais desfrutar da companhia delas.
Como você mostra para todas as pessoas que te odeiam que você é super resolvida, inteligente, etc? Escreve um livro onde conta todas as suas qualidades e "mascara" seus defeitos. (afinal, "acreditar muito nas pessoas" é um defeito que ela cita, arg!).
Como fortalecer suas amizades e seu namoro? Escrever um livro onde você fala como seus amigos são importantes e como eles te entendem e como você não viveria sem eles. 
Acho que já deu pra entender onde eu quero chegar, não deu?!
Emprestei esse livro de uma amiga minha que acabou de terminar um relacionamento e se identificou com a personagem do livro. A personagem, pra quem não sabe, é a própria autora, Isabela, e o livro conta a história da vida dela e das coisas que ela aprendeu com seu relacionamento com Gustavo. 
Aí comecei a ler e pensei: como uma garota de 20 e poucos anos pode escrever um livro falando para os outros como se corportar? Sabe? O que ela sabe da vida? Garota, você não viveu nada!!! Por favor!
O livro inteiro fala sobre desapego: de namorados, ficantes, amizades... A personagem (autora) é uma viciada em relacionamentos e, no final do livro, fala que está super bem solteira e que precisa experimentar essa nova vida que nunca teve. Ok... terminei o livro e fui entrar no instagram dela pra ver a sua "carinha" e me deparei com O QUÊ?! Uma foto dela com o namorado!!! Pois é! E pior: comemorando o aniversário de um ano de namoro! Gente!!! O livro inteiro pregando o desapego e depois ela me vem com essa? Pelo jeito ela não aprendeu nada, né?
A história é boba, essas comédias românticas YA... A leitura é fácil e flui muito bem. Pra quem acabou de terminar um relacionamento, acredito que vá se identificar. Afinal, ela dá um UP no astral da garota que tá na deprê. Mas aí é que me identifiquei menos ainda: namoro há 3 anos e meio e não acho que meu namorado seja o babaca-que-todo-homem-esconde que ela mostra no livro. Enfim... cada cabeça uma sentença.
Vi muitos amando o livro e o que eu penso disso é: ou não sacaram a real intenção da autora (porque pra mim ficou muito óbvio que é atingir as pessoas), ou gostam dela pelo seu trabalho de blogueira e tal e, como fãs, amaram o livro. Não sei, será que estou tão errada assim?!


✩✩ - Regular
(dei regular pois, se esquecermos que se trata de uma história "real", dá pra ler pra passar o tempo.)