sábado, 27 de setembro de 2014

[HQs] Lidas recentemente

Turma da Mônica: Laços

A HQ começa com Cebolinha ganhando o Floquinho... Logo depois, o tempo passa e o Floquinho some! A turma da Mônica se junta para procurá-lo e a aventura está só começando. As brigas, as discussões... estão sempre presentes. Mas o que está realmente presente é o amor entre os personagens, a família que construíram. História muito legal. Pena que é curtinha :( Adorei!

O traço dos personagens é bem diferente, uma vez que são criados por Vitor e Lu Cafaggi. Todos os personagens ficaram lindos de morrer! É uma paixão só! 








Edição: 1
Editora: Panini Comics
ISBN: 9788565484572
Ano: 2013
Páginas: 84











Vejam que lindo esse traço! Me apaixonei por esses personagens! <3


Sweet Tooth - Jeff Lemire

Sweet Tooth conta uma história pós apocalipse, onde todas as crianças nascem híbridas (meio humano, meio animal). Gus é um híbrido que vive com seu pai (humano normal) na floresta, longe do mundo. Seu pai falece e Gus é encontrado e levado por um homem à um local cheio de outros híbridos. O porquê dessa "praga", quem é Gus, o que está acontecendo no mundo? Quem são as pessoas que os rodeiam... Tudo isso é contato em 6 revistinhas espetaculares, que valem muito a pena serem lidas. 
A história é triste, já vou logo avisando! Mas o final é muito muito muito bom!!! 







Edição: 1
Editora: Panini Comics
ISBN: 0
Ano: 2012
Páginas: 132
Tradutor: Érico Assis











Sandman - Neil Gaiman

Iniciei a leitura de Sandman muito recentemente, estou só na 4ª revistinha e não me sinto apta pra falar desse assunto haha É tudo tão espetacular e complicado, ao mesmo tempo, que tenho que ler muito e pesquisar muito pra depois conseguir fazer uma resenha completa sobre ele. Sandman é o maior sucesso de Gaiman desde que foi criado. Em resumo:

"A série conta a história de Morfeus, um dos Perpétuos — criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores — responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente, ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono. Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sonho, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse Perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série nos revela como ele se libertou e como foi capaz de se adaptar no mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos Perpétuos."


Reparem que Sandman leva no peito o "filtro dos sonhos". Achei demais!


[RESENHA] Sete Dias Sem Fim - Jonathan Tropper

"Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não."






Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411553
Ano: 2013
Páginas: 304
Tradutor: Regina Lyra










Judd Foxman acaba de saber que sua mulher o trai com seu chefe e, por conta disso, vira um solteiro desempregado. Como se não bastasse, seu pai morre. Pra tudo ficar ainda pior, a família dele é obrigada a cumprir o shivá (sete dias reunidos) e isso quer dizer que todos tem que conviver! Isso pode parecer simples para algumas pessoas mas para Judd (e sua família) isso é quase impossível! Judd tem dois irmãos (um mais velho, um mais novo) e uma irmã mais velha. Quando crianças, eram unidos. Depois de crescidos, se afastaram totalmente e nem sequer conseguem construir um diálogo. 
O convívio os obriga a conversarem e se aturarem, mas isso acaba fazendo com que Judd reencontre o conforto. Afinal, ele não tem mais outra família. Incrível ver como essa obrigação os torna novamente a família de antes, com seus defeitos e diferenças. 

A relação de Judd com sua ex-mulher é um ponto importante do livro, pois ele está dividido entre tentar perdoá-la ou odiá-la e fazer da vida dela um inferno. Ao longo da história vamos presenciando as suas mudanças de pensamento, a mudança de rotina... Muito interessante. 

O livro aborda realidades diferentes. O irmão mais novo de Judd é um solteirão e galinha convicto, e sua realidade é muito diferente da realidade de sua irmã, que é casada, tem filhos, e um marido que só liga para o trabalho. Essa diferença é muito legal de ser analisada, pois todos foram criados igualmente mas cada um tem um gênio, uma vida totalmente distinta da dos irmãos.

O que me decepcionou um pouco (pra variar) foi o final. Esperei muito por nada. Final meio aberto, meio sem fim. Parece que Tropper cansou de escrever e colocou um ponto final na história. Sei lá, foi a minha impressão. Não gosto desses livros que deixam pra imaginação do leitor, pois se eu tivesse uma imaginação fértil escreveria meu próprio romance rsrs. 


✩✩✩✩ - Muito Bom

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

[RESENHA] As Quatro Cartas de Camila - Lano Andrado

"Camila (2001), em seu quarto, escreve quatro cartas. Depois de enviá-las, ao final da música O Mundo É um Moinho, puxa uma arma da gaveta e se mata. A notícia se espalha pelo bairro e chegar até Heitor, seu amor na adolescência e hoje casado com Lia, melhor amiga de ambos na época. No enterro de Camila, Heitor volta em pensamento a 1991, ao exato momento em que a conhecera na casa de Lia. Em meio à bagunça dos anos 90, uma linda história de amor parecia caminhar em direção a um final feliz, mas, de forma inexplicável, Camila casa-se com Rubem, principal desafeto de Heitor, surpreendendo a todos e um ano depois Heitor casa-se com Lia. Camila muda-se com o marido para S. Catarina e só retorna dez anos depois para efetuar o ato descrito no primeiro capítulo. De volta a 2001, Heitor deixa o cemitério e tenta retomar a velha rotina ao lado da esposa, porém quando o fantasma do passado começava a adormecer mais uma vez na vida do casal, uma carta chega revelando fatos surpreendentes. Heitor toma conhecimento de que é pai de Ingrid, filha de Camila. O casamento de Heitor entra em crise quando começa a ficar evidente a sua vontade de lutar pela guarda da menina. Ele então decide viajar até S. Catarina para conhecer Ingrid mesmo a contragosto da esposa. Agora, trancado em seu carro, em frente ao portão de sua casa, vendo Lia na janela com os olhos de adeus, Heitor vacilava se deveria trocar o certo pelo duvidoso. É nesse clima que seu pensamento ganha asas novamente e voa até 1991, desta vez até uma festa na casa de Lia, onde presentes também estavam Camila e Rubem, então namorados. Entre amigos, bebidas e músicas, Heitor chega ao quarto de Lia, onde por acaso encontra Camila. Após alguns minutos de conversa a vontade subjuga a razão e eles transam ali mesmo. No dia seguinte Camila parte com Rubem para S. Catarina e o pensamento de Heitor volta para o carro onde estava (2001). Heitor liga o rádio e parte com o carro, ao som de C’est La Vie (Emerson, Lake e Palmer), em busca de respostas que mudariam definitivamente sua vida. E era só a primeira carta."









Edição: 2
Editora: Clube dos Autores
ISBN: 0
Ano: 2012
Páginas: 207









As Quatro Cartas de Camila foi uma surpresa! Passei a conhecer o livro quando entrei no site Clube de Autores e li sua sinopse. Me senti muito atraída pelo conteúdo. Assim que tive o livro em mãos, comecei a devorá-lo... 

No início, uma narrativa séria, logo que ficamos sabendo do suicídio de Camila. Logo depois, a história volta no tempo e vai para 1991, quando os personagens já conhecidos por nós no início do livro são adolescentes. O que achei muito interessante foi a mudança da narrativa. Quando estamos na década de 90, onde todos são adolescentes, a narrativa é leve, cheia de gírias... parece que estamos lendo um YA. Porém, quando a narrativa volta para 2001, ano em que todos se encontram vivenciando a fase adulta e a tragédia, temos uma história séria, seca. 
Alguns mistérios são jogados pelo autor e o maior deles é o relacionamento entre Heitor e Camila (e Lia, coitada...). O que esse casal está passando não é nada fácil.

Outro ponto muito interessante é que o autor conversa com o leitor. Em vários momentos me imaginei ouvindo o autor contar a história pra mim, pelo modo como redigiu o livro.

Os personagens criado por Lano nos trazem sentimentos: amei alguns, odiei outros. Em alguns momentos mudei de opinião sobre alguns deles... Já o final da história fica a critério de vocês :) Espero que gostem e que curtam esse novo autor e espero também que ele faça muito sucesso com As Quatro Cartas de Camila!

✩✩✩✩ - Muito Bom

P.S.: Para saber mais sobre o autor entre em www.lanoandradoescritor.blogspot.com.br :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

[RESENHA] Misery / Angústia - Stephen King

"Paul Sheldon, um famoso escritor, tem sua vida transformada em um pesadelo sem fim, quando em uma terrível nevasca perde a direção do carro e sofre um acidente horrível, quebrando uma perna, deslocando a bacia e esmagando o joelho. Mas o pior ainda estava por vir. Pois ele é ajudado por sua fã nº 1, que colocará em cárcere o pobre escritor, até que ele escreva um final feliz para Misery Chastain, sua personagem preferida."









Edição: 2

Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581052144
Ano: 2014
Páginas: 328
Tradutor: Elton Mesquita









Nunca tinha lido algo de Stephen King (ok, me matem!) e, apaixonada por suspense como sou, não resisti e passei um exemplar dele na frente dos que se encontram na minha lista de próximas leituras. Achei a história de Misery (ou Angústia) muito interessante e acabei que não conseguia largar o livro. Porém, quanto mais eu lia, mais problemas eu tinha... Não queria terminar o livro, sabia que sentiria falta dos personagens!
O livro conta a história de um escritor famoso que sofre um acidente e é socorrido por sua fã número 1, Annie. Acredito que Annie tenha resgatado Paul realmente para ajudá-lo e só mudou de ideia ao ler o último livro da série Misery, da qual ela era muito fã. Como não gostou do final do livro (Paul matou Misery) ela enlouquece e o mantém em cativeiro para que ele escreva uma continuação...
Acontece que Paul está em estado lastimável de saúde e sofre muito com os maus tratos de Annie.
Em uma de suas tentativas de fuga, Paul e descoberto e leva um grande castigo por conta disso.
Paul percebe também que Annie não bate bem do juízo e que nunca ninguém vem visitá-la. Ela, inclusive, acaba dizendo que foi absolvida de um crime, o que faz com que ele perceba que está, realmente, em perigo.

A escrita de King é repugnante em alguns momentos. Muito detalhista, faz com que nos sintamos dentro da história. Muitas vezes me senti como que assistindo a um filme de terror, do qual quero fechar os olhos e pular a cena, o que era impossível em se tratando de um livro. Foi esse tipo de escrita que me fascinou e me tornou uma fã de King. O próximo livro dele que lerei (acredito que O Iluminado) já entrou para minha lista de próximas leituras breves, pois me senti meio órfã do autor quando terminei o livro.

O que achei mais incrível ainda é que o livro inteiro se passa na casa de Annie, onde Paul está preso e, mesmo assim, não me senti, em nenhum momento, entediada.

Procurando sobre filmes no Filmow, vi que existe um filme baseado no livro, chamado Louca Obsessão, de 1990. A história já sei que é boa, o que resta ver é se foi bem dirigido... Outra coisa legal dos livros do King é que a maioria vira filme (eba!!!).

Preciso continuar dizendo o quanto amei?!



✩✩✩✩✩ - Ótimo

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[RESENHA] A Redoma de Vidro (The Bell Jar) - Sylvia Plath

"A redoma de vidro é um livro, embora não auto-biográfico, relata as experiências vividas por Plath em certas fases de sua vida. Com um pseudôminio de Esther Greenwood, Plath revela o tempo em que buscou com avidez o suicídio sem êxito e experiências de eletroconvulsoterapia que passou em hospitais psiquiátricos. Um mês após a publicação de The Bell Jar, A Redoma de Vidro, Plath comete suicídio."







Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 850105139X
Ano: 1999
Páginas: 268
Tradutor: Beatriz Horta






TENSO.





Um livro extraordinário! 
Sabe quando você começa a ler o livro já sabendo do que se trata e tomando todo o cuidado necessário para não se deixar envolver demais e... não deu. Simples assim.
Procurei esse livro por muito tempo, mas está totalmente esgotado em todos os lugares. Eis que, passeando pelas estantes da biblioteca municipal, me deparo com a joia rara! Devorei! 
No início do livro, pensei: "tudo o que me disseram é mentira! Como um livro tão jovem e alegre como esse pode ser o livro pesado que todos falam? 

Começo dizendo que o livro foi escrito na década de 60, mas a escrita é tão simples e fácil que parece um livro contemporâneo. Ele começa contando a história de Esther, uma aluna brilhante, que só tira notas excelentes, aprovada com bolsas nas melhores faculdades e que, no momento, está fazendo estágio em Nova Iorque, em uma revista famosa. Aí já começam as semelhanças: Sylvia também trabalhava em uma revista adolescente, a Seventeen, quando tinha mais ou menos a mesma idade de Esther, 19/20 anos. 
Ela e mais algumas garotas recebem de parceiros da revista onde trabalham maquiagens, roupas, etc. Têm também que comparecer aos desfiles, jantares de gala... Enfim, vida de puro luxo. Quem não estaria feliz com tal condição? Esther. 

No início, parece tudo muito simples... Ela não está feliz, prefere ficar no apartamento, etc. A transformação da personagem é tão sutil que não chegamos a perceber, exatamente, quando ela passa de uma garota comum para uma louca. Ela começa a perceber que não está realmente bem quando fica dias (eu digo: semanas) sem dormir. Não come. Não consegue se concentrar na leitura, na escrita... 
Até que ela vai ao psiquiatra e ele diz que ela deve ser internada. A partir de então, passamos a viver a realidade de Esther dentro do hospital psiquiátrico com suas novas companheiras. 
O que me chocou foi ver a diferença de mundos. Nova Iorque... Hospício! 
As amizades. Meninas populares e riquinhas... Loucas! 
Esse livro chega a incomodar o leitor. Queremos ajudar Esther, que tentou se matar várias vezes e que tem esse conflito enorme dentro de sua cabeça. Incomoda por vermos o que a mente é capaz de fazer com alguém. Pior, saber que um mês após a publicação desse livro, Sylvia Plath se suicidou. Ou seja, provavelmente o livro é tão real porque tudo aquilo ERA REAL! Ela conta todos os conflitos internos, seus pensamentos... 
Nessa segunda parte da história me lembrei muito de um livro que li ainda esse ano, "Garota, Interrompida". Parecia que estava relendo o romance... Então, pra quem gostou, fica a dica de mais um extraordinário romance sobre a loucura. 


 Skoob.
 ✩✩✩✩✩ - Ótimo

terça-feira, 26 de agosto de 2014

[RESENHA] Não Se Apega, Não - Isabela Freitas

"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado. Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico."









Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575330
Ano: 2014
Páginas: 256








Como descrever esse livro? Uma tentativa da autora de atingir todos à sua volta. Se conseguiu? Eu acho que não.
Como você faria para acabar com seu ex-namorado sem descer do salto? Escreveria um livro onde contasse todos os defeitos dele e, inclusive, como você acabou com ele quando ele implorou a volta do relacionamento.
Como você faria para acabar com suas amigas falsas e mostrar pra elas que elas não são nada pra você? Escreveria um livro onde contasse como foi insignificante a passagem dessas pessoas pela sua vida e como, na verdade, você agradece por não mais desfrutar da companhia delas.
Como você mostra para todas as pessoas que te odeiam que você é super resolvida, inteligente, etc? Escreve um livro onde conta todas as suas qualidades e "mascara" seus defeitos. (afinal, "acreditar muito nas pessoas" é um defeito que ela cita, arg!).
Como fortalecer suas amizades e seu namoro? Escrever um livro onde você fala como seus amigos são importantes e como eles te entendem e como você não viveria sem eles. 
Acho que já deu pra entender onde eu quero chegar, não deu?!
Emprestei esse livro de uma amiga minha que acabou de terminar um relacionamento e se identificou com a personagem do livro. A personagem, pra quem não sabe, é a própria autora, Isabela, e o livro conta a história da vida dela e das coisas que ela aprendeu com seu relacionamento com Gustavo. 
Aí comecei a ler e pensei: como uma garota de 20 e poucos anos pode escrever um livro falando para os outros como se corportar? Sabe? O que ela sabe da vida? Garota, você não viveu nada!!! Por favor!
O livro inteiro fala sobre desapego: de namorados, ficantes, amizades... A personagem (autora) é uma viciada em relacionamentos e, no final do livro, fala que está super bem solteira e que precisa experimentar essa nova vida que nunca teve. Ok... terminei o livro e fui entrar no instagram dela pra ver a sua "carinha" e me deparei com O QUÊ?! Uma foto dela com o namorado!!! Pois é! E pior: comemorando o aniversário de um ano de namoro! Gente!!! O livro inteiro pregando o desapego e depois ela me vem com essa? Pelo jeito ela não aprendeu nada, né?
A história é boba, essas comédias românticas YA... A leitura é fácil e flui muito bem. Pra quem acabou de terminar um relacionamento, acredito que vá se identificar. Afinal, ela dá um UP no astral da garota que tá na deprê. Mas aí é que me identifiquei menos ainda: namoro há 3 anos e meio e não acho que meu namorado seja o babaca-que-todo-homem-esconde que ela mostra no livro. Enfim... cada cabeça uma sentença.
Vi muitos amando o livro e o que eu penso disso é: ou não sacaram a real intenção da autora (porque pra mim ficou muito óbvio que é atingir as pessoas), ou gostam dela pelo seu trabalho de blogueira e tal e, como fãs, amaram o livro. Não sei, será que estou tão errada assim?!


✩✩ - Regular
(dei regular pois, se esquecermos que se trata de uma história "real", dá pra ler pra passar o tempo.)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

[RESENHA] Livro e filme: Bonequinha de Luxo - Truman Capote

"Em Bonequinha de Luxo, novela de 1958, escrita com mão levíssima, o escritor norte-americano Truman Capote acompanha as estrepolias de Holly Golightly, a jovem que escapa da vida besta do interior para tentar a sorte na Nova York dos anos da Segunda Guerra. Moça de hábitos e horários nada ortodoxos, Holly põe em polvorosa uma galeria de personagens que vai de um mafioso preso a um escritor inédito, passando por um fotógrafo japonês, uma modelo gaga e uma cantora rouca – para não falar de um certo diplomata brasileiro. Tudo isso sem abandonar a visão de uma vida de luxo, calma e volúpia, se possível bem longe do Texas e bem perto da joalheria Tiffany’s. Celebrizada nas telas de cinema por Audrey Hepburn no filme homônimo de Blake Edwards, Holly é uma das criações mais felizes de Capote, mistura inextricável de ninfa diáfana e moça roçuda, tão viva e sedutora hoje como quase meio século atrás."








 Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535907568
Ano: 2005
Páginas: 145







 O LIVRO

O livro narra a história de Holly, uma prostituta de luxo. Por mais que no livro, em nenhum momento, fale que ela é uma prostituta, podemos perceber através de algumas cenas onde ela fala que recebeu dinheiro de seus acompanhantes e muitas vezes foge dos senhores (digo senhores pela idade, sim!) com quem costuma sair. O livro é narrado por "Fred" (que é o nome do irmão da Holly e, por este homem ser parecido com ele, ela decide que o chamará de Fred), um jovem que se muda para o apartamento no andar superior ao dela e, como ela é muito desligada e sempre esquece as chaves de casa, vive interfonando para que Fred abra a porta. E é nesse meio em que Fred se apaixona pela garota. 
A personagem é muito complexa, porém, na narrativa simples de Capote, não conseguimos captar toda a sua complexidade. O livro é tão simples e fácil de ser lido que não conseguimos perceber todos os dramas e tragédias existentes na história. Chega um momento em que pensamos estar se tratando de uma comédia romântica, mas o livro é bem mais que isso. 
Holly fugiu de casa aos 14 anos, juntamente com seu irmão que, no momento em que o livro é narrado, se encontra no exército. Holly, hoje, tem 19 anos e é livre, leve e solta. Gosta de viver sozinha, tomar conta de si mesma e não se apegar com ninguém. E ela também tem um gato (<3), que nem nome tem. Ela diz que o gato não pertence à ela e ela não pertence à ele: são independentes. 
Enfim, durante o livro conhecemos o passado de Holly, sua personalidade fora do normal e seu interesse pelos homens mais ricos do mundo (e do Brasil, pois é!).
Achei muito interessante, mas só fui conseguir pegar a real essência da história assistindo ao filme. E então...

Skoob.
✩✩✩✩ - Muito bom.


O FILME


Confesso, gostei mais do filme que do livro. A escrita leve de Capote faz com que não percebamos a tragédia da história e como ela é complexa. No início, achei o filme MUITO fiel ao livro. As falas as cenas... parecia que estava lendo tudo de novo. Mas o final muda um pouco.

A atuação de Audrey Hepburn é excepcional! Ela conseguiu captar a essência da personagem e é impossível pensar na Bonequinha de Luxo e não lembrar de Audrey. 

No livro, não há romance entre Holly e "Fred" (narrador), ele simplesmente é apaixonado por ela e a admira muito. Mas no filme, o romance entre os dois é constante, o que me fez adorar ainda mais, pois senti falta desse romance no livro. E gente, isso é um spoiler muuuuuuito fraco, ok? Tem muita coisa mais interessante no livro tirando o romance dos dois. Mas eu, romântica que só, senti o amor do cara por ela e também senti dó... Dó por ele, tão certinho, se apaixonar por uma garota da vida. 

O final do filme é muito diferente do final do livro e... eu AMEI! O livro é bom também, mas me senti mais feliz vendo o final do filme (até chorei).